Baia 26

Trabalhar não é problema, problema é ter de trabalhar

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Nossos erros, enganos, fracassos e às vezes até mesmo nossas humilhações são passos necessários no processo de aprendizagem. São, porém, destinados a servir como meios para um fim - não são um fim em si mesmos. Depois de servirem ao seu propósito, devem ser esquecidos. Se conscientemente nos detivermos no erro, ou conscientemente sentirmos uma sensação de culpa pelo erro, o próprio erro ou falha acabará se transformando no ‘objetivo’, que é conscientemente guardado na imaginação e na memória. O mais infeliz dos mortais é o homem que continuamente insiste em reviver na imaginação o passado - continuamente censurando-se pelos erros cometidos.
MALTZ, Maxwell. O poder do pensamento racional. In: O Poder do Subconsciente. São Paulo: Martin Claret, 2005. P. 87

Arquivada em passado erros culpa

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Não quer dizer que todo iniciante é ruim, mas tem gente que mesmo com anos de experiência é um eterno estagiário… Tem gente que é tão ruim, mas tão ruim, mas tão ruim de serviço, que um dia vira chefe… Afinal, ninguém quer tirar alguém que trabalha bem de sua função, então promove aquele para parar de trabalhar…
NOEL, André. Vidadeprogramador.com.br - Coleção de tirinhas e outras histórias, Volume 0. São Paulo: Novatec, 2014. P. 68.

Arquivada em chefe

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Não queiras inventar um império onde tudo seja perfeito. O bom gosto é virtude de guardião de museu. Se fores a desprezar o mau gosto, não terás nem pintura, nem dança, nem palácio, nem jardins. O trabalho da terra, que não é propriamente um trabalho asseado, dar-te-á medo. Virás assim a ficar privado dele, devido a esse teu vazio desejo de perfeição. Inventa um império onde tudo seja simplesmente fervoroso.
SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. Cidadela. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1982. 3a edição. Traduzido por Ruy Bello.

Arquivada em perfeição perfeccionismo

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Que noite cruel de vigília, ainda mais cruel do que tantas outras cujos horrores já havia provado!
Eis-me pois ainda mil vezes mais desgraçado do que dantes!
Não creio em homem algum, em mulher alguma: sou a descrença viva, o ceticismo animado.
Desconfio de todos.
Aborreço a vida, mas sendo obrigado a viver, como vai correr a minha vida?
Um por um todos se arreceiam de mim, e todos me detestam.
Em toda parte sou por todos enxotado, de toda parte repelido.
Ninguém me quer ver; quando apareço, ninguém me tolera.
Tocou-me a lepra moral.
Eu sou como a peste, pois todos fogem de mim; sou pior que a peste, sou como um cão hidrófobo que se persegue, e cuja morte se deseja!
MACEDO, Joaquim Manuel de. A luneta mágica. Rio de Janeiro: Ediouro, [1998].

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